Embriagados na mesa de uma taverna, um elfo e um anão discutem quem era mais eficaz em um campo de batalha. – Você mal consegue levantar esse machado maior do que você! Sua força bruta pode matar quem estiver na frente, mas é morto facilmente por algum ataque furtivo por trás! Você é lento! – Disse o elfo. – Lento!? Posso até ser um pouco, mas se acerto o meu machado, é um ataque só, morte na certa! E para que serve minha armadura? Não é só acertar, tem que me perfurar! E você com esse pano no meio da multidão? Qualquer faquinha te atravessa! Enquanto o elfo terminava o último gole para contra-atacar, um mago chega na mesa. – Então, o “pano” que ele usa, permite uma maior mobilidade, assim ele pode se desviar com facilidade do seu machado e cravar uma faca em sua garganta. – Afirmou o mago. – O que?! Mas eu nunca err… – Mas por outro lado ele precisa se atentar aos arredores. Pode ser eficaz em uma batalha um contra um, mas em uma guerra, talvez seja um problema – Completou – Mas como assim? – Questionou o elfo – Eu nunca fui pego pelas costas em uma guerra. O meu poder de percepção é tamanho que eu posso focar em todos os pontos ao mesmo tempo! – Bom, até hoje, né? Eu só disse que é possível. Amanhã você pode falhar. Estou errado? – Perguntou o mago – Hahahahahaha – Gargalhou o anão – Viu!? E agora, ô do pano, quem é o lento aqui? – Mas em uma batalha um contra um entre um elfo e um anão… – O velho de barbas grisalhas e vestimenta toda cinza, apoiado em seu cajado ao lado da mesa, provocava. – O que você quer dizer com isso?! – Questionou o anão, furioso. – Eu nem completei minha frase – disse o mago, claramente se divertindo com a situação. – E agora, hein? Quem é o melhor? Ele claramente acabou de afirmar que eu ganharia! – Disse o elfo, levantando e se inclinando contra o anão. – Ele não disse nada, ele nem completou a frase! Vamos ver é agora quem sai ganhando nessa briga! – Disse o anão, empunhando seu machado. Enquanto o caos se instalava com uma briga generalizada, o mago saia de cena com um sorriso de canto de boca, sabendo que o mais eficaz é o poder da palavra, que se bem usada, é mais poderosa e afiada do que qualquer coisa.
Baderna na taverna.
Published